18 de março de 1314: Jacques de Molay, o último Templário

Jacques de Molay na fogueira

É só botar no Google “Cruzadas” que aparecem eles nas imagens: túnica e escudo brancos, com a cruz vermelha estampada por cima. Os Cavaleiros do Templo, ou Templários, foram o braço armada e militar nestas caravanas indo, por ordem dos Papas, recuperar para os cristões os locais sagrados.

Nem todas as expedições foram exitosas, nem todas foram glamorosas, com presença de reis, mas em todas elas o exército “pra valer” eram eles, depositórios da confiança de Roma, e da experiência ímpar de ter participado das batalhas em todos os terrenos e contra todos os inimigos que lhes eram indicados.

Os “Pobres Cavaleiros de Cristo” nasceram no que é chamado hoje de “Esplanada das Mesquitas”, no monte do Templo, onde a tradição situa o lendário Templo de Salomão. Daí o apelido de Templários. Parte importante deles ficou ficava no local, justamente para defender as conquistas cristãs, e também proteger os peregrinos no caminho a Jerusalém.

Havia muitas regras para ingressar na ordem (tantas que eram divididas em 72 capítulos, a saber de cor!), as mais importantes sendo votos de castidade, de pobreza, de vida monacal e coletiva. Mas, se os membros eram de fato pobre, a instituição atraia à atenção pelos bens que amealhava.

No fervor católico da Idade Média, doações em dinheiro e terras começavam a abundar. E com estilo de vida simples, as despesas eram reduzidas. Liderada por mestres franceses, a ordem também estava sob jurisdição do rei daquele país. Que sabia habilmente mesclar diplomacia e ameaças para obter um empréstimo aqui, um imposto acolá.

Até que a conta da coroa francesa ficou impagável no início do Século XIV. O rei então era Felipe IV. Que teve uma ideia: se eu convencer o Papa que esses doidinhos podem representar um perigo a sua autoridade, podemos declará-los heréticos. E de quebra, mando confiscar todos os bens deles.

E funcionou. Em 1307, começam as perseguições, com direito a prisões, torturas, confissões e, obviamente, execuções públicas por meio da “boa e velha” fogueira. Iniciando com o baixo escalão, o enfraquecimento da ordem tinha que terminar no topo, com seu Mestre Jacques de Molay.

Em 18 de março de 1314, o 23º e último líder dos Templários desaparece nas chamas. Mas não sem antes lançar uma terrível maldição? Qual era, e será que se realizou? Escute a seguir no Gabinete de Curiosidades das Cabeças da Notícia >