22 de março de 1933: após 13 anos de seca, cerveja liberada!

A sociedade americana vive às turras com o álcool. Tem, entre outros, um motivo religioso, os protestantes sempre olharam atravessadamente para as garrafas,, e sobretudo o líquido no qual, segundo eles, o “demônio” gosta de se esconder. O álcool, e sobretudo seu excesso, são associados a todo outro tipo de vício, à luxuria, à destruição dos lares e da família, etc.

As senhoras martelaram o discurso durante décadas, e os governantes que se sucederam sempre tinham em casa uma patroa repetindo os argumentos. A entrada dos Estados Unidos no finzinho da Primeira Guerra mundial, em 1917, deu os argumentos finais: racionamento, particularmente de trigo, necessidade de mais horas de trabalho, e em condições de sanidade. Sem contar que álcool e pólvora não se misturam.

Vencido, o legislador proclamou em 1920 a era da Proibição. Para não dizer que era tolerância zero, eram autorizadas as bebidas até 0,5º de álcool. Um grau longe de satisfazer quem procurava embriaguez. E logo, como acontece com qualquer produto proibido, apareceram os contrabandistas. Que vendia produtos até extremamente mais perigosos que os engarrafadas tradicionais.

Um época de ouro… para todas as máfias. O maior exemplo sendo, é claro, Al Capone, certamente o maior beneficiado pela Lei Seca. Em 22 de março de 1933, Franklin Delano Roosevelt, que tinha outros problemas com a crise de 1929 que demorava a passar, soube explorar um novo argumento, demolidor: bares dão emprego. Milhares deles. E com isso, começou a derrubar, 13 anos, a Proibição.

Revive este momento no Gabinete de Curiosidades dos Cabeças da Notícia de 22 de março de 2021 >