24 de fevereiro de 1582: o Papa muda o calendário e cancela 10 dias

Calendário gregoriano de 1582

Contar o tempo não é novo. E nem precisa de papel e caneta. Há muito tempo, os povos perceberam que a natureza tem um ritmo de alternância de dia e noite, com duração variável, e de estações que se repetem ao longo de um período. E, que coincidência!, estes períodos correspondem aos dias e noite mais curtos e mais longos.

Outro componente importante que o homem notou logo, pelo menos os que tinham contato com o litoral: o mar sobe e desce duas vezes ao dia e também seguindo as estações do ano, os tais de marés podem ser quase inexistentes ou destruir todo um vilarejo à beira-mar.

Então, logo os homens entenderam que o sol, e sobretudo a lua tinham influência sobre o tempo. E não só o clima. Contar os dias era fácil, os anos também graças à observação da natureza que fazia os campos florescerem ou serem cobertos da neve. Já os intervalos como as semanas e os meses variaram segundo os calendários e as épocas.

Os primeiros calendários são milenares. Surgiram em várias civilizações ao redor do mundo, sempre tendo em comum os elementos naturais que ritmam os dias, os meses e as estações. Já as semanas foram pura criação. E houve tentativas de “arredondar” os meses.

A precisão da ciência também se afina com o tempo. O ano de 365 dias e umas horas logo posou problemas. E ao passar do tempo, o calendário ficou defasado. Em 46 a.C., o Imperador romano Júlio Cesar já tinha dado um arrumada. Que sobreviveu até o século XVI.

Mas a sintonia precisa ser refeita. E foi, em 1582, pelo papa Gregório XIII, que acabou suprimindo 10 dias daquele ano. O calendário, chamado de gregoriano em sua homenagem, está em vigor até hoje. Mas a crônica deste 24 de fevereiro de 2021 vai além, e explica porque o nome dos dias em português são diferentes dos outros idiomas, mesmos os latinos.

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