25 de fevereiro de 1862: a cédula nasce para financiar a guerra

nota de 1 dollar de 1862

Hoje rei incontestado dos mercados financeiros mundiais, o dólar, moeda dos Estados Unidos, tem sua história intimamente ligada a guerras. Duas em particular: a de Independência no século XVIII, e na de Secessão no seguinte. Para se financiar contra os ingleses, a então colônia adota sua moeda nacional, pegando emprestado nome de uma que já circulava na Europa do Norte, o thaler.

Mas mesmo senhores de seu destino, os agora estadunidenses ainda não inspiravam confiança às velhas nações. E apesar da moeda ter sido criada oficialmente, os fornecedores estrangeiros exigiam ouro ou prata para aceitar fazer comércio com o país recentemente criado.

Dentro do território mesmo, proprietários e industriais só davam valor ao metal, ou até mesmo à milenar prática do escambo para concluir negócios. Pouco adiantava que as autoridades garantissem a convertibilidade, ou seja, a garantia que qualquer quantia em dólar podia ser trocada pelo equivalente em ouro.

Em 25 de fevereiro de 1862, uma outra guerra vai mudar os hábitos: a de secessão. Norte contra Sul, União contra Confederados. Para facilitar o abastecimento das tropas e simplificar as muitas transações, nasce a cédula de um dólar, impressa seja que haja um lastro definido e correspondente em ouro.

E para atrair o interesse e a curiosidade, quiseram fazer do pedaço de papel um tipo de obra de arte. Gravura, imagem e.. cor. Tivesse sido azul ou vermelha, a face do mundo de hoje seria outra. Mas a escolhida foi o verde. A “verdinha” tinha nascido. Revive esta história com a crônica nos Cabeças da Notícia de 25 de fevereiro de 2021 >