26 de março de 1997: o “Portão do Paraíso” levou 39 à morte

Marshall Applewithe

Quando o tema é suicídio coletivo, o primeiro que vem à memória de todos é o do Templo dos Povos, a seita liderada por Jim Jones, que deixou 918 corpos no chão em novembro de 1978 na Guiana. Mas os exemplos de “iluminados” que conseguem atrair seguidores em suas teses são muitos, e infelizmente chegando às vezes ao mesmo resultado macabro.

Em 26 de março de 1997, o pretexto para a matança voluntária, a maior registrada em território estadunidense com seus 39 mortos, incluindo Marshall Applewithe, o fundador, foi o cometa Hale-Bopp. Menos famoso que seu quase xará, o Halley, este pedaço de gelo gravita no sistema há muito tempo, mesmo que de longe: sua órbita é 23 vezes maior que a distância da terra ao sol, e ele demora 3 mil anos para dar a volta.

É justamente esta raridade que atraiu logo Applewithe. As crenças que ele passava a seus discípulos não eram muito originais. Primeiramente, era a reencarnação de Jesus Cristo. E depois, ele prometia que extraterrestres estavam só esperando um sinal para vir buscar os “eleitos” e levá-los longe deste nosso planetazinho, que tinha de qualquer forma seus dias contados.

Foi segundado em sua “obra” por Bonnie Lu Neetles, uma enfermeira que ele conheceu enquanto estava… internado num hospital psiquiátrico de Houston. Ao invés de tratá-lo, Bonnie se tornou sua maior fã, e o incentivou a criar sua seita. Que logo seria Heaven´s Gate, o Portão do Paraíso.

O resultado de loucura não podia ser outro, mas mereceu o destaque do dia nos Cabeças da Notícia de 26 de março de 2021, confira >