7 de abril de 2011: Realengo, o horror está ao lado

As 12 vitimas do massacre do Realengo

A história não é feita somente de boas notícias, de heróis ou de façanhas. Massacres, ditaduras e guerras marcam os livros e as memórias. Lembrá-las pode ser um meio de evitar novas tragédias, mesmo se nosso quotidiano está repleto de atos que já foram perpetradas antes. “A história não se repete, ela gagueja”, escreveu Karl Marx. Lembrar as circunstâncias e as consequências pode ser um bom exercício de fonoaudiologia.

A mania de importar produtos e pensamentos de outros países não faz sempre bem. Estados Unidos e outros países anglo-saxões, Rússia ou China já vivenciaram a dor pela qual o Brasil passou em 7 de abril de 2011: um desequilibrado entra numa escola para executar crianças e adolescentes.

As motivações podem ser de cunho religioso, remeter a o passado, assinalar episódios de bullying, o resultado é sempre corpos no chão. No caso de Realengo, 12 vidas que se foram. E a 13ª do autor do massacre, que tinha preparado um carta de suicídio. A intervenção de um policial militar, alertado por um dos meninos baleados que conseguiu fugir do prédio, só apressou o desfecho.

10 anos depois, os Cabeças da Notícia relembram a triste manhã de 7 de abril >