8 de abril de 1993: morre Marian Anderson, 1ª star americana de ópera

Marina Anderson à frente do Lincoln Center

Descendentes de europeus, os estadunidenses trouxeram na bagagem a memória cultural do velho continente. Terra e vida novas, hábitos e gostos antigos. O país se destacou primeiro pelo pungência econômica e militar antes de trilhar outros caminhos.

Foram as duas guerras mundiais que trouxeram os Estados Unidos para o primeiro plano. Entre a primeira e a segunda, uma cultura norte-americana começou a despontar. Feita de muita imigração e de realidade de um pais “a fazer”. Não surpreende que o primeiro sucesso mundial identificado com “americano” seja… de um inglês. Charlie Chaplin saiu de uma triste Londres sem perspectiva para uma ensolarada e promissor California.

Cinema, Hollywood, estrelas avassaladoras, o made in USA já tinha se consolidado nas telas antes da segunda guerra. Mas havia ainda um território onde os europeus defendiam sua supremacia histórica: a ópera. Al Capone não desdenhava um bom espetáculo de bel canto. Mas para ele como para tantos outros, A voz eterna era e sempre seria de Enrico Caruso. E a nacionalidade era essencial para pretender lançar-se em arie.

Mas até nos mais prestigiosos palcos esta situação ia mudar. Com ela: Marian Anderson, nascida ainda no século XIX, e que vai propulsar a cidadania americana no espaço chiquérrimo dos camarins das maiores salas do mundo. De volta aos Estados Unidos, era de esperar um acolhimento triunfal. Mas era sem contar com um pequeno detalhe: a cor da pele de Marian.

Neste 8 de abril de 2021, lembrando o falecimento em 1993 de Marian Anderson, os Cabeças da Notícia contam, com documento sonoro da época, como até o Presidente dos Estados Unidos teve que brigar por ela >