26 de abril de 1986: Chernobyl, o mundo com medo do invisível

Há 35 anos, a cidade de Pryp´yat´, na Ucrânia, a pouco mais de 100 km…

Usina de Chernobyl após a explosão

Há 35 anos, a cidade de Pryp´yat´, na Ucrânia, a pouco mais de 100 km de Kyiv, a capital, e pertinho da fronteira com o Belarus, é uma aglomeração fantasma. Ali chegaram a viver mais de 50 mil pessoas, famílias envolvidas na construção e depois na operação da usina nuclear de Chernobyl.

3ª usina de produção de energia deste tipo na então União Soviética, 1ª na Ucrânia, sua construção começou em 1972. Cinco anos depois, o primeiro reator entrava em produção. Estavam previstos seis no total. Mas enquanto o quinto está ainda em produção, em 26 de abril de 1986, uma explosão vai marcar o mundo como sendo o primeiro grande acidente nuclear da história (foram só dois até hoje, o segundo sendo Fukushima em 2011).

Quem fala de nuclear não pode não esconder que é o método de produção de energia mais perigoso do momento. As explosões de reator têm consequências que vão muito além das eventuais vítimas diretas. A grande catástrofe são os vazamentos de radiação, que têm efeitos que podem ser contados no mínimo em séculos.

Hoje em Chernobyl e nas redondezas, um passeio de algumas horas é possível, virou até atração turística. O nível de contaminação do ar não guarda traços do acidente. Mas a visita à cidade fantasma precisa ser vigiada: os objetos deixados para trás pelos habitantes que tiveram somente algumas horas para abandonar suas casas conservam ainda radiações dezenas de vezes superiores ao limite de segurança.

Mas para chegar a este data, e à catástrofe, os Cabeças da Notícia de 26 de abril de 2021 começaram contada a história da energia desde o início, confira >